Principal organização de “fact checking” – Poynter – recebeu financiamento de George Soros

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Como vimos em posts anteriores, a narrativa de que “fact checkers virão definir o que é fake news ou não é” não passa de censura. Neste post, vemos como funciona a estrutura narrativa da censura. Aqui vemos como um desses “fact checkers” reportaram como falsa uma notícia que era verdadeira, apenas porque a notícia desagradava a campanha de Hillary Clinton.

Agora veja o que diz a organização de “fact check” do Brasil, Aos Fatos, que também pretende atuar com censura nas redes sociais nos próximos meses:

Segundo Alexios Mantzarlis, diretor da International Fact-Checking Network, do Poynter Institute, há desafios crescentes, “sobretudo com a ascensão das redes sociais como bolhas de opinião, deixando de fora versões com as quais se discorda, inclusive de fatos”. Isso só mostra, conforme disse a Aos Fatos, que o trabalho dos checadores nunca foi tão necessário.

Muito bem lembrado. Hora de ver o que diz a própria Poynter, que está por traz da IFCN (International Fact-Checking Network). Ou seja, estão por trás de tudo relacionado a isso! Leia, a partir do site da Poynter:

Poynter’s IFCN has received funding from the Arthur M. Blank Family Foundation, the Duke Reporters’ Lab, the Bill & Melinda Gates Foundation, Google, the National Endowment for Democracy, the Omidyar Network, the Open Society Foundations and the Park Foundation.

Epa, epa!

Open Society Foundation pertence a George Soros, bilionário que tem investido muito dinheiro para desestabilizar governos ao redor do mundo. Foi apoiador da campanha fracassada de Hillary Clinton à presidência. Conforme matéria de Bruno Garschagen, a organização já investe cerca de R$ 37 milhões no Brasil. Veja parte do texto de Garschagen:

Investindo o seu dinheiro de forma estratégica, Soros teria orientado políticos do partido Democrata para fazer valer seus interesses dentro e fora dos Estados Unidos, além de ter tentado manipular eleições na Europa. Ainda segundo os documentos vazados, através da Open Society, o bilionário financiou entidades em várias partes do mundo.

E no Brasil? A Open Society injeta cerca de US$ 37 milhões por ano no Brasil e em outros países da América Latina e a Fundação Ford US$ 25 milhões anualmente.

Aqui, várias entidades que gozam de prestígio social fazem parte do grande projeto global de revolução social financiado por Soros a partir da promoção de agendas de grupos defensores do aborto, da legalização das drogas e dos que se travestem de mídia independente para defender certas bandeiras. O Movimento Viva Rio, por exemplo, recebeu US$ 107 mil entre 2009 e 2014 para atuar como representante de uma postura nova e diferente em relação à política de drogas, ou seja, na defesa da liberação. E o Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação), que ficou conhecido nas manifestações de 2013 dizendo-se independente, recebeu US$ 80 mil do bilionário. A independência parece ter um preço.

Outro projeto financiado por Soros é o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio), que recebeu US$ 350 mil em 2014 e em 2015 da Open Society e mais US$ 200 mil da Fundação Ford. E quem faz parte do ITS Rio? Ronaldo Lemos, cofundador e seu atual diretor, o nome mais conhecido na elaboração e defesa do Marco Civil da Internet, que abriu a possibilidade de regulação e de controle pelo Estado e que tem sido usado pela justiça como fundamento jurídico para suspender o aplicativo WhatsApp.

Também fazem parte da equipe do ITS Rio Eliane Costa, que foi gerente de patrocínio da Petrobras de 2003 a 2012 (ou seja, durante todo o governo Lula); Lucia Nader, que é Fellow da Open Society Foundations, entidade de Soros; e Ana Toni, que integra o conselho editorial do jornal socialista Le Monde Diplomatique Brasil e que atuou como diretora da Fundação Ford no Brasil de 2003 a 2011 (quase o mesmo período em que sua colega trabalhou na Petrobras). A Fundação Ford, assim como a Open Society de Soros, financia grupos e projetos socialistas no mundo inteiro.

Qualquer coincidência não é mera semelhança.

A drenagem dos recursos de Soros também alimenta entidades criadas por aquelas já financiadas pela Open Society. O ITS Rio, por exemplo, criou o site Mudamos.org, que também recebe dinheiro de Soros e orgulha-se de ter participado da criação do Marco Civil da Internet, que foi elaborado pelo cofundador do ITS Rio, Ronaldo Lemos. O dinheiro entra por vários canais, mas convergem para o mesmo duto.

O idealizador do Mudamos.org é o sociólogo socialista Luiz Eduardo Soares, que foi secretário de segurança pública do governo Antony Garotinho no Rio de Janeiro e secretário nacional de Segurança Pública do governo Lula. Soares é notório defensor da desmilitarização da Polícia Militar e da descriminalização das drogas, cuja proibição tem como consequência, segundo ele, ” a criminalização da pobreza, sem reduzir a criminalidade ou o consumo de drogas“. Se a pobreza é criminalizada em função da proibição, o sociólogo está dizendo que os pobres são criminalizados por envolvimento com as drogas? Não seria esta uma posição altamente preconceituosa e falsa de alguém que tenta combinar Karl Marx e Michel Foucault?

Soares também é coautor do livro “Elite da Tropa”, que deu origem ao filme “Tropa de Elite”. Conhecendo como ele pensa é possível analisar o livro de outra forma e entender os seus comentários sobre a reação do público diante do filme.

Sobre a legalização das drogas, o nome mais conhecido da política brasileira a defendê-la é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cujo instituto que leva seu nome recebeu US$ 111.220,00 em 2015 e 2016.

Outras organizações que receberam dinheiro de Soros para influenciar a sociedade brasileira de acordo com uma agenda revolucionária foi a Agência Pública, do socialista Leonardo Sakamoto, que em cinco anos recebeu mais de R$ 1 milhão da Open Society. É com os dólares de Soros que a Agência Pública diz realizar um “modelo de jornalismo sem fins lucrativos para manter a independência”. Independência similar a do Mídia Ninja. Sakamoto também é autor da célebre frase: “o que define uma mulher não é o que ela tem ou teve entre as pernas”.

Há ainda o Instituto Arapyaú, fundado por Guilherme Leal, um dos donos da empresa Natura que, em 2010, foi candidato a vice-presidente de Marina Silva, que foi petista por 24 anos até pedir para sair em 2009. Um dos membros do conselho de governança é o petista Oded Grajew, idealizador do Fórum Social Mundial (a disneylândia do socialismo latinoamericano), ex-assessor especial do presidente Lula e coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, que recebeu US$ 500 mil da Open Society em 2014 e 2015.

A lista vai além. O projeto Alerta Democrático, que recebeu US$ 512.438,00 em 2014 da Open Society Foundations, tem na sua equipe o petista Pedro Abramovay, que trabalhou no Ministério da Justiça nos governos Lula e Dilma e que é, vejam só, Diretor Regional para América Latina e Caribe da própria Open Society. Abramovay também foi diretor no Brasil do site de petições Avaaz, que ele definiu “como um movimento” que não era uma rede social nem “um espaço neutro”, mas “um movimento que tem princípios”. Por isso, só aceita petições de causas afeitas à ideologia e retira do ar qualquer petição vá “contra os princípios do movimento”.

Outro que integra a equipe do Alerta Democrático é o ex-BBB Jean Wyllys, que usa o seu mandato de deputado federal para fazer valer o projeto de engenharia social pela mudança de comportamentos mediante a ação do Estado.

Isto é realmente grave.

Vídeo espetacular mostra como os fact checkers de esquerda fazem, na verdade, censura de conteúdo real

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Num vídeo espetacular traduzido pela Embaixada da Resistência podemos ver, a partir de 1 minuto, como funciona a fraude do fake checking, que é o uso de “fact checkers” de esquerda para efetuar a simulação de falso apartidarismo e, assim, praticar a censura.

No vídeo, o apresentador da CNN, Don Lemon tenta descartar a evidência de que Hillary Clinton havia tripudiado sobre uma vítima de estupro no passado dizendo que “o PolitiFact” definiu que a notícia é falsa. Porém, esta era uma falsa denunciação de falsidade, pois o PolitiFact não apresentou nenhuma evidência de que a gravação era falsa.

É preciso observar o cinismo com o qual Don Lemon se vale do fake checking da PolitiFact, o qual, como se nota, é falso. O vídeo, aliás, comprova como o fake checking é de fato um mecanismo de censura, voltado a rotular como ‘falsas’ notícias que são verdadeiras, mas que não atendem aos interesses da elite dominante, no caso, a elite pró-Hillary.

Assista:

Fake checking é, portanto, a simulação de se fazer fact checking, mas a partir de organizações partidárias, que não “barram” mentiras a favor de seu projeto político, e chegam até a apontar notícias verdadeiras como falsas, caso sejam contra seu projeto político. Em outros termos, é censura.

Veja o vídeo original que a organização de fake checking PolitiFact tentou descartar como falso:

Obs.: Esta é mais uma razão pela qual os fake checkers deveriam ser proibidos de definir (nas redes sociais) o que é notícia falsa ou não via projeto de lei. Claro que eles poderiam continuar tendo seu site unicamente para fazer o jogo político da esquerda. Mas daí a definir nas redes sociais o que pode ser visto ou não é demais. Em um mundo livre, só quem poderia definir algo como “notícia falsa” seria um juiz em uma ação judicial, onde existissem advogados de ambas as partes. Caso contrário, é censura.

Conheça a estrutura da nova narrativa censória: “a era da pós-verdade e das fake news”

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Inicialmente, é preciso dizer que não há problema algum em denunciar “fake news”. O presidente norte-americano Donald Trump tem feito isso brilhantemente, estigmatizando empresas como CNN, The Washington Post e The NY Times. Recentemente, ele disse “you are fake news” para um repórter da CNN.

Isso é legítimo e democrático. A denunciação do viés adversário é parte da democracia.

O que estamos denunciando no Radar da Censura, não é, portanto, a crítica às “fake news” produzidas pelos adversários políticos de qualquer parte que se sinta atingida, mas a utilização da existência das “fake news” como um pretexto para o estabelecimento de censura.

A narrativa censória já pode ser mapeada em um padrão, que parece se repetir a toda vez que um órgão de mídia a propaga, junto com seus censores aliados.

Geralmente, o conteúdo pró-censura tem cinco passos básicos.

  1. Dizer que vivemos na era da “pós-verdade” a partir de um critério totalmente arbitrário. Esconde-se aqui, do povo, que a popularização do termo veio após o Brexit e a vitória de Donald Trump, ou seja, como uma reação da esquerda a duas derrotas políticas.
  2. Apelar à autoridade dizendo que o termo foi definido como “a palavra do ano” pela Oxford, sem revelar os critérios objetivos para essa definição. Apresentaremos aqui nos próximos dias evidências de que a definição de “palavra do ano” atende a objetivos partidários.
  3. Dizer que a era da “pós-verdade” se caracteriza pelas notícias falsas, as “fake news” e sugerir que há um problema a ser resolvido, sem apresentar dados estatísticos de aumento de fake news em relação a épocas passadas. Na verdade, a grande mídia sempre tem apelado às “fake news”.
  4. Propor a solução para eliminar as “fake news” a partir de “fact checkers”, mas esconder a partidarização das entidades escolhidas. Esse passo do truque é fundamental, pois a simulação de falso apartidarismo é a coluna central do projeto censório.
  5. Repetir, em ritmo bate-estaca, que os “fact checkers” são a única solução para corrigir as “fake news” e nos livrarmos da era da “pós-verdade”. Aqui eles excluem opções já existentes para a luta contra notícias falsas, como, por exemplo, processos judiciais a partir de pessoas difamadas, bem como a denunciação pública de conteúdo considerado falso por uma parte política. Essas soluções alternativas são ignoradas pela narrativa censória, que apela para “ou tudo ou nada” na defesa do uso dos fact checkers partidários. Elementar…

Todos os agentes de mídia e seus sicários que adotem os cinco padrões de discurso acima – que geralmente se repetem sequencialmente – devem ser observados com muita cautela. Sobre estes narradores deve ser lançada uma forte auditoria de padrões comportamentais. As ações devem ser tomadas tanto antes como depois do estabelecimento formal da censura.

Em síntese, a narrativa pró-censura é bastante clara e pode ser facilmente mapeada. Com isso, facilitamos a descoberta daqueles que tomaram partido da censura. Não há luta pela liberdade se não conhecermos os padrões de comportamento dos censores. Este é apenas o começo da batalha.